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  • Foto do escritorLuiza Bruscato

Grupo multistakeholder conhece produção de sustentável de carne bovina no Paraguai




A Mesa Brasileira de Pecuária Sustentável (GTPS) foi até o Paraguai para conhecer a produção sustentável de carne bovina no Gran Chaco. Entre os dias 30 de maio e 2 junho, a gerente executiva do GTPS, Luiza Bruscato, participou do Paraguay Innovation Tour. O passeio organizado pela Mesa Paraguaya de Carne Sostenible e Global Roundtable for Sustainable Beef incluiu visitas a cooperativas de produtores de carne e leite, matadouros, instalações de parto, sistemas silvipastoris, projetos de pesquisa atuais e outras práticas.


“Foi uma semana de muito aprendizado no Gran Chaco Paraguaio. Junto a especialistas locais, colegas da América do Sul e de outros países, além de organizações parceiras do GTPS, vivi uma experiência intensa que, sem dúvidas, vai trazer muitos frutos para a Mesa Brasileira e também para nossos associados”, enfatizou Luiza.


Os associados do GTPS Minerva Foods e National Wildlife Federation (NWF) também participaram do evento. No total, foram mais de 70 participantes de 10 países, sendo 10 brasileiros no grupo. Todas as mesas de pecuária sustentável da América Latina participaram do encontro e, paralelamente, se reuniram para trocar experiências e fomentar ações conjuntas para o futuro.


Além das visitas em campo, ao final, foi realizado em Assunção uma conferência que abordou temas como as mudanças climáticas, o futuro da pecuária e a carne sustentável do Paraguai, incluindo apresentação do pesquisador da Embrapa, Renato Rodrigues. Em 2019, o evento também passou pelo Brasil e visitou a produção na Fazenda Água Viva, associada do GTPS. A Mesa Global pretende continuar organizando eventos nos demais países parceiros.


Pontos de destaque na pecuária bovina sustentável no Paraguai:

  • o Gran Chaco é o bioma predominante e corresponde a cerca de 60% do território nacional do Paraguai;

  • as principais raças criadas na região: brahman, angus, braford, brangus, hereford;

  • o gado nos locais visitados é maior e mais gordo quando comparado com as mesmas raças no Brasil;

  • o gado é criado e se alimenta das pastagens naturais, assim como nos pampas brasileiros, também há suplementação quando necessário;

  • de acordo com a legislação local, os produtores devem preservar 25% de reserva legal;

  • no Gran Chaco Central eles se organizam em cooperativas, o que para a cadeia da carne no Brasil não acontece ou acontece muito pouco;

  • a região da Filadelfia, no Gran Chaco, tem forte influência da colonização alemã;

  • a geografia da região facilita muito a produção, pois é uma planície;

  • a integração lavoura-pecuária-floresta é uma prática comum;

  • a região sofre com secas e possui lagos salgados e rios temporários, por isso a maior parte da água utilizada para os animais é proveniente de água de chuva acumulada em lagoas.

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